14 de junho de 2010

O livro ou a sabedoria?



Eu não gosto do espetáculo, gosto da platéia. Gosto do addagio, do allegro, do primeiro, segundo ato. O grand finalle... Ele só emociona se a história for legal. Eu gosto do enredo, não do final.
Gosto do amor mais que de ser amada. Da paixão muito mais que estar apaixonada. Gosto da corrida, da maratona. Prefiro a partida à chegada. Não é o destino que eu amo, é a jornada.
Sabão acabando, novela acabando, final de filme, viagem no final... É chato, previsível e banal.
Gosto da reação, não da ação. Eu sou do impacto, da explosão.
Gosto do fogo, não do fósforo, não das cinzas, não do gás. O charme não é da coisa, é do que ela faz.
Não gosto do filme, do ator ou da atriz. Eu gosto do personagem que sofre, do personagem que luta, do que é feliz.
Minha vida não é feita das palavras, é feita dos sentidos, os significados.
Não é a escola, é o aprendizado.
É o presente, o aniversário, não o embrulho. Não é a música, é seu som, seu barulho.
Eu gosto da festa, não do ingresso, não do "pré", não do after, nem da ressaca.
Eu gosto do corte, não da faca.
É o medo, não o monstro que me assusta.
Eu não gosto do encontro. Eu gosto é da busca!

10 de junho de 2010

Unlabeled

"Um banco quente de madeira escura.
A noite ao redor pra envolver.
Paixão, sonhos, estrelas.
O futuro, eu e você.

Um banco largo de madeira quente.
Calor, histórias, nós dois.
A grama verde, pra rolar na frente.
Espaço pro agora, sem o depois.

Um banco frio de madeira velha.
Os mesmos sonhos, as mesmas histórias. E nada.
Arrependimentos, dor, palavras erradas.
Espaço pra um e suas lágrimas.

Conheci um historiador Chamado Banco de Praça
que em várias praças morou.
Disse ele: "Não muda o banco ou a praça.
Muda quem nele se sentou."