29 de setembro de 2010

My own fairy tail



Eras inalcançável a meus passos curtos e coração pequeno.
Eu era pouco, insignificante
Mas meu ser se expandiu ao beber do teu veneno,
e teu amor me transformou no primeiro instante
Eu cresci pra te encaixar dentro de mim.
Eu quis me dar e te ganhar;
Ao ouvir teu sim,
troquei o mundo pelo brilho do teu olhar.
Porque teu olhar me despe, me engole, me ama sem pudor.
Pois teu peito e tua alma são feitos do próprio amor.
Não quero mais partir, estou onde quero estar.
Só preciso do teu sorriso pra sorrir, da tua existência pra te amar.
És meu universo, meu amor é infinito.
Um sentimento fabuloso, quase um mito.
É minha dádiva, o tesouro mais valioso, meu presente.
E nem um milênio ao teu lado seria suficiente; eu quero mais
Quero trazer pro teu mundo a alegria que o teu mundo me traz
Quero um amor absurdo, que ninguém entenda, um amor que ninguém tenha amado.
Quero estar inserida no teu corpo, não basta estar ao teu lado.
E se eu puder escolher uma forma de abandonar a carne, que seja dentro de ti.
Pra dizer que vivi te amando, e te amando eu morri.

"anche se la mia testa è un via va di fantasie, troppo perse, troppo mie, posso farcela con te"




20 de setembro de 2010

Amar não dói

Você já sofreu por amor?
(...)
Eu não. E desculpe a intromissão, mas eu acho que você também não.
O amor não faz sofrer.
O que machuca é a saudade, a angústia, a solidão. O que dói é a carência, o silêncio, a omissão.
Machuca o desrespeito, a indiferença, a grosseria; a volubilidade humana, a vaidade e a covardia.
Pelo que eu conheço do amor - e eu sei que conheço pouco - eu acho que ele não machuca. O que machuca é o outro.