18 de outubro de 2010

Retrospectiva literária e errata.

Aos 9 anos li o meu primeiro livro. Sim, já havia lido esses livros com ilustrações, os infantis: A mochila que pesava demais, que se bem me lembro, li mais de cinquenta vezes e peguei emprestado da biblioteca escolar pra não mais devolver, O joelho Juvenal, entre outros. Mas aos nove anos, li meu primeiro pocket book. O sobradinho dos pardais. Lembro-me bem da idade, pois foi a "tia Abigail" que levou a literatura àquela turma de terceiro ano. Era simples, e do enredo não sei mais nada. Mas gostei de ler.
O segundo escolhido, por recomendação de meu pai, foi Meu pé de laranja lima, do qual também não lembro nada, exceto que alguém abraçava uma árvore. Pudera, passaram-se onze anos desde então e em torno de trezentas outras obras literárias. Aos onze, fui para um colégio maior, um dos maiores da minha cidade dentre os colégios públicos, e consequentemente, uma biblioteca também maior. Passei tantas horas naquela biblioteca que as próprias bibliotecárias, Mercedes se não me engano, e a outra nao me lembro o nome, pediam-me que arrumasse outras atividades além de ler senão teriam que dividir seus salários comigo. Nos dois primeiros anos, na biblioteca escolar, conheci A coleção Vagalume, que até hoje recomendo a alunos e conhecidos que gostem de ler e estejam começando. Mas eu sempre fui de me achar madura, culta e preparada. Ao acabar a coleção vagalume, cansada de só ouvir falar, quis conhecer os imortais. Peguei Machado de Assis. Rirão, se já leram - ou tentaram ler - Esaú e Jacó. Se não leram ou não tentaram, vou explicar: Imagine uma criança de onze, doze anos tentando ler um livro escrito em mil oitocentos e alguma coisa. Ou, como escrevia Machado, "cousa". Não entendi nada, e parei de ler. De ler Machado. Pulei pra outros mais simples, como Harry Potter. Riam se acharem graça, mas JK Rowling é uma das minhas escritoras favoritas e no aspecto literário eu tenho alguma bagagem. Então, aos 13, após ler algumas dezenas, conheci a Biblioteca Raul de Leoni, pra quem não sabe, a Biblioteca Municipal de Volta Redonda. E entre os anos de 2003 e 2006 eu li outros duzentos livros. Ou melhor, uns 180, e alguns repeti algumas vezes. E nessa nova era literária de minha vida conheci ninguém menos que Dan Brown, Harper Lee, Agatha Christie, Aldous Huxley, Oscar Wilde, Charles Dickens, Sir Arthur Conan Doyle, Sidney Sheldon, Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Bandeira, Manoel Caetano Bandeira de Melo, Aluísio Azevedo, Érico Veríssimo, Zíbia Gasparetto, Jostein Gaarder, Marcus Zusak e meus amores: Vinícius de Moraes e William Shakespeare. Conheci outros nomes, não menos importantes mas menos notáveis a meu ver. Voltei a me encontrar com Machado em "Dom Casmurro" e entendi alguma 'cousa', mas não me dei o trabalho de realmente conhecê-lo. E agora, aos vinte anos, não preparada, mas mais madura [i]literalmente[/i] se me permite o trocadilho, voltei a Esaú e Jacó. E resolvi escrever pra me corrigir. Ao longo desses 9 anos em que abandonei Machado e os gêmeos que brigavam no ventre*, dizia que Machado era maçante, repetitivo e escrevia muito mais 'cousas' irrelevantes do que linhas que valiam sua leitura. E a errata vem agora: Machado de Assis é, para mim, o melhor escritor Brasileiro. Não melhor que Vinícius, pois as áreas são outras. Machado conhece as palavras. E brinca com elas. Ele é sarcástico, de um humor inteligente implícito em suas linhas. Machado é comunicador. Machado é apaixonante. Ele é como um curso de mestrado. Você não pode ser mestre se não for graduado. Não pode ser graduado se não for alfabetizado. E Machado de Assis é, sobretudo, escritor pra quem sabe ler.


Só pra concluir: Você, professor de ensino médio e/ou fundamental, que não recomendou obras simples a seus alunos, que não lhes apresentou a literatura dita infanto-juvenil, mas que eu classificaria como INICIANTE, como num videogame - pois não importa a idade do leitor, importa a bagagem literária dele - não deveria recomendar literatura dita adulta, que eu classificaria como Master ou Expert. Machado de Assis é o 'chefão' da literatura nacional. Tratemo-lo com o devido respeito. #FicaaDica

5 de outubro de 2010

Pelo direito de amar

Vou começar esse texto com informações importantes:
Eu sou a Lígia. Eu sou morena, nasci assim. Posso tentar mudar, pintar o cabelo de loiro. Mas a raiz sempre vai ser preta. Ou branca, conforme o tempo passar.
Eu sou a Lígia. Eu tenho o nariz arrebitado, nasci assim. Posso tentar mudar, fazer plástica. Mas vai ficar artificial e diferente. Talvez eu pareça outra pessoa fazendo isso.
Eu sou a Lígia. Eu sou gay, nasci assim. Posso tentar mudar, ficar com um cara. Mas ele não vai ser feliz. Nem eu. Eu posso amá-lo, conforme o tempo passar. Mas vai ser artificial e diferente.

Eu tô lendo um livro chamado "O terceiro travesseiro". É a história de um garoto que também é gay, a forma como ele descobre o amor por uma pessoa do mesmo sexo, a luta interna e a luta contra os preconceitos do mundo e principalmente da família. E, coincidentemente ou não, neste último final de semana, uma menina de 16 anos, homossexual, cometeu suicídio.
Sim, uma menina de 16 anos cometeu suicídio. Sua família descobriu e não aceitou. Trancaram-na em casa, e ela, infeliz, não aguentou.
Alguns dizem que é falta de Deus, outros que é doença, outros ainda que são demônios e espíritos obsessores que possuem a pessoa.
E eu digo diferente.

Você sabe o que é amor?
Sim, Deus é amor. Amor, o sentimento mais puro. O tesouro do ser humano. O ápice da alegria. O sonho de qualquer um.
Como, em qualquer lugar do mundo, o amor pode ser FALTA DE DEUS?
O sentimento de querer bem. A alegria que esse sentimento traz.
Amor é felicidade, amor é amadurecimento, amor é paz.
Eu tenho um potencial infinito pra amar uma mulher. Amar sua delicadeza, seus sentimentos confusos e intensos, a voz que é doce mesmo com raiva, mesmo gritando e a infantilidade madura, a sabedoria ingênua, o jeito de falar calando. Eu tenho potencial pra amar suas lágrimas, sim... Eu beberia as lágrimas da mulher que amo. Beberia, e bebo, sua saliva, seu suor. Amo-a tanto que eu queria que o mundo a conhecesse. Ela é, no meu mundo, o que há de melhor. Ela seria como uma bênção pro Universo, como foi pra mim. E ao mesmo tempo, queria guardá-la dentro do meu peito, pra protegê-la de todo o mal, de toda a dor. Pois dentro de mim ela não conheceria a raiva, a decepção, a ganância. Só o amor.
Agora me diz, como um sentimento assim pode ser pecado? Como alguém pode dizer que isso é coisa de quem está afastado, endemoniado? Eu digo que não. Uma pessoa sem Deus não poderia sentir algo assim, não caberia algo assim em seu coração.
Eu fico mais que triste, fico enfurecida por saber que ainda há pessoas limitadas que não aceitem, e mais: condenem um sentimento assim.
Nunca questionei a criação, nunca quis ser homem. Nunca quis ser alguém diferente de mim. Mas eu seria, talvez. Pra amar sem pudor, sem limites, sem restrição. Sem o mundo dizer que o que eu sinto é errado, que meu namoro é pecado, que meu amor é pagão.
Uma vida sem o direito de amar? Só tendo o direito de fingir, enganar? Vivendo um amor de mentira, um amor de ilusão?
Você ia querer isso pra você? Bem, eu também não!
Tem gente morrendo por preconceito, culpa de gente que julga ter um direito qualquer de condenação.
É esse o meu grito de revolta, a minha rebeldia, a minha insatisfação.
Olha pra dentro antes de olhar pro lado. Na verdade, pecado é matar um irmão.

"Somos homens pra saber o que é melhor pra nós
O desejo a nos punir só porque somos iguais
A idade média é aqui. Mesmo que me arranquem o sexo, minha honra, meu prazer
te amar eu ousaria.
E você, o que fará, se esse orgulho nos perder?"

29 de setembro de 2010

My own fairy tail



Eras inalcançável a meus passos curtos e coração pequeno.
Eu era pouco, insignificante
Mas meu ser se expandiu ao beber do teu veneno,
e teu amor me transformou no primeiro instante
Eu cresci pra te encaixar dentro de mim.
Eu quis me dar e te ganhar;
Ao ouvir teu sim,
troquei o mundo pelo brilho do teu olhar.
Porque teu olhar me despe, me engole, me ama sem pudor.
Pois teu peito e tua alma são feitos do próprio amor.
Não quero mais partir, estou onde quero estar.
Só preciso do teu sorriso pra sorrir, da tua existência pra te amar.
És meu universo, meu amor é infinito.
Um sentimento fabuloso, quase um mito.
É minha dádiva, o tesouro mais valioso, meu presente.
E nem um milênio ao teu lado seria suficiente; eu quero mais
Quero trazer pro teu mundo a alegria que o teu mundo me traz
Quero um amor absurdo, que ninguém entenda, um amor que ninguém tenha amado.
Quero estar inserida no teu corpo, não basta estar ao teu lado.
E se eu puder escolher uma forma de abandonar a carne, que seja dentro de ti.
Pra dizer que vivi te amando, e te amando eu morri.

"anche se la mia testa è un via va di fantasie, troppo perse, troppo mie, posso farcela con te"




20 de setembro de 2010

Amar não dói

Você já sofreu por amor?
(...)
Eu não. E desculpe a intromissão, mas eu acho que você também não.
O amor não faz sofrer.
O que machuca é a saudade, a angústia, a solidão. O que dói é a carência, o silêncio, a omissão.
Machuca o desrespeito, a indiferença, a grosseria; a volubilidade humana, a vaidade e a covardia.
Pelo que eu conheço do amor - e eu sei que conheço pouco - eu acho que ele não machuca. O que machuca é o outro.

13 de agosto de 2010

Dedicatória

Se houvesse uma possível introdução à história da minha vida, ela seria assim:


Eu me perdi.
Por ter achado, durante um tempo, que havia me encontrado.
Depois, percebi que encontrei o meu avesso, e achava que esse avesso, esse oposto perfeito do que eu era, seria o que me completaria.
Mas meu reverso não achava o bastante me completar. Meu reverso quis me modificar.
Ou não quis, mas modificou. E eu percebi que esse avesso era, na verdade, tudo o que eu não queria ser. Mas já havia me tornado.
E entre outras coisas, meu avesso não me deixava viver. Como capa ou contracapa, eu não podia ser eu. Eu tinha que sê-la.
Eu não podia ser protagonista do meu próprio livro. Durante um tempo não escrevi em meu próprio livro.
E no livro dela, eu fui só um capítulo.
Quando esse capítulo acabou, eu voltei a escrever o meu. Minha história. E talvez, na pressa de retomar minha história, escrevi páginas demais.
Histórias desnecessárias, personagens irrelevantes, sem fatos. Entre um e outro coadjuvante de um filme sem roteiro, encontrei protagonistas que ficaram no meu folhetim.
Mesmo em minha tentativa de expulsar da história qualquer semelhança com a realidade, um ou dois personagens não-fictícios resolveram ficar.
E quando eu percebi que havia páginas demais, histórias demais pra tão pouco tempo, resolvi ler o que havia escrito.
Obviamente, eu não gostei.
Sempre tão crítica da literatura, da obra alheia, acabei me perdendo na minha própria história.
Resolvi, então, parar de escrever. E ler cada palavra, cada sílaba, cada letra, como se delas dependessem minha vida, o grand finalle da minha ópera.
Era tanta coisa desnecessária, mas não havia como apagar. E eu mentalizei toda e qualquer trama que eu não reescreveria nessa obra.
Percebi, então, que do que era real, pouca coisa restou. Eu me prendi à minha pseudo-felicidade durante tempo demais. E não sobrou nada nem ninguém pra registrar.
E procurei nas estrofes sem rima da poesia surreal os personagens que pertenciam à minha vida.
Por sorte, ou mérito, ou qualquer outra coisa do gênero, alguns desses personagens voltaram pra mim.

Esse texto não era pra ser, mas acabou sendo mais que um desabafo: um agradecimento aos meus protagonistas (sim, eu tenho vários)
Filipe Cassiano, Bina Castelli, Cris Carreiro, Lohan Tayuya e Renato Mopir.
Obrigada por mesmo quando eu tirei vocês da minha vida, continuarem existindo em algum lugar, quase que como esperando pra voltar a fazer parte da minha história.

Amo vocês.


PS: Cris, eu sinto sua falta todos os dias. :'(

10 de agosto de 2010

ela merece uma postagem e as palavras não saem.

Foi o seu olhar que me encantou...

That's all, folks

13 de julho de 2010

Festa, arte e uma dúvida à parte.

Não que seja a mais linda, a mais inteligente, ou a mais sensual, a mais engraçada. Mas foi de repente. Talvez seja a tela sem moldura. A arte crua, cheia de ornamentos, mesmo nua, que me move a observar, a também querer pintar. Confunde o esboço e a arte final. É barroca, cubista, impressionista... A beleza incomum, concorrência desleal. Nao só pintura; é poesia, é teatro, é escultura. Tanto suja quanto pura. Não é minha, não é sua. Não se doa, se empresta.
É riso, é choro, é drama e festa. E me faz querer festejar.
E comemoro sua vida, rimo, canto pra você escutar
mesmo sabendo que nunca haverá nos seus lábios uma só ode a esse sentimento. Sabendo que nunca estarei em seu pensamento, eu vivo, eu canto, eu tento falar do que sinto ao vê-la me olhar. E não minto. Não da pra ocultar ou entender o por que de para mim ser você. A voz que eu quero escutar, a boca que quero beijar... Para mim, você. E pra voce, quem será?

3 de julho de 2010

Filipe Cassiano

Só uma coletânea de sentimentos, palavras e pensamentos que eu nunca quero perder. A visível evolução da minha intimidade com as palavras, da minha intimidade comigo mesma, da minha intimidade com você.



Fevereiro de 2006

Gente... O Filipe é um cara muito especial (vai achando ¬¬) Ah mas é mesmo! Sou fã desse cara!...O Fil tem as qualidades que qualquer pessoa preza, né?! Cara, para e pensa: O Filipe só não é perfeito porque... ¬¬ ... que que falta? NADA! Na boa... Ele é tudo o que alguém pode querer ser... Ele é talentoso (pra muitas coisas xD), criativo, simpatico, divertido, alegre, inteligente, carismatico, bonito, lindo, maravilhoso (lol)... Ah, quer casar comigo? xD! Eu quero ter um filho que seja igual o Filipe! Ele é inteligente, cativante, tem papo.. é cabeça sabe?! É carismatico, adoro a companhia dele! E além de ser um amigo ótimo ele tem outros tantos predicados (...) xD Ele é uma das pessoas mais agradáveis que eu conheço de vera ;D Ah! repito, sou fã do filipe... E além de boa companhia, vai ser bonito assim la... xD
Hahah! Fil, quando eu tiver mais inspirada eu venho aqui e faço um depoimento melhor... Esse foi só pra nao passar em branco depois daquele depoimento perfeito q você fez pra mim. *: muáh

Março de 2007

Nunca foi um preconceito mas eu sempre precisei admirar uma pessoa pra gostar dela. E foi assim com o Filipe desde o início. Gostei muito dele de cara.
Cada parte que o Filipe me mostrava da pessoa que ele é, acabou sendo uma parte a mais pra eu admirar. Sempre foi assim e até hoje é. Sempre dá pra descobrir mais um predicado desse sujeito =D.
E tudo bate. Não há nada nele que destoe da pessoa que ele é. Tudo casa. Tudo se encaixa. Nada é demais ou de menos. Na medida certa ele consegue ser maravilhoso.
Um humor inteligente, ou não... Depende da vontade dele.
Um modo diferente de encarar as coisas, ou não... Depende do que está encarando.
Um sorriso rasgado, oferecido, constante.
E tantas outras qualidades que nem todos tiveram o privilégio de descobrir. :X
Filipe Cassiano... Indescritivelmente inigualável. =D
Nao é questão de entender como ele é, mas de sentir.
De longe, de perto, indo ou voltando. Ele sempre está lá. Sempre está aqui (L)
And nothing else matters!

Junho de 2007

Palavras e Silêncio, "uma cartinha (?) de amor"

Maio de 2008

"No one could ever know me, no one could ever see me
Seems you're the only one who knows what is like to be me" ♪
The Rembrandts - I'll be there for you

E a gente nem precisa se falar todo dia pra se entender e saber o que o outro sente.

Subjetivo (Y). Imprevisível. Agradável. Interessante. Forte. Inteligentíssimo. Versátil. Surpreendente. Divertido

E tantas outras coisas que você ainda poderá ser. Porque, na maioria das vezes, o que importa não é quem você é, mas quem você pretende ser e o que você vai fazer pra conseguir ser essa pessoa.

Eu confio em você e no seu "about to be".

Abril de 2009

Acabei de me lembrar de uma vez em que conversamos durante horas sobre sua dupla personalidade. Eu só não sabia nomeá-las... E nem você.
Um mais fechado, outro mais disponível, o que quer viver o que é pra ser vivido... O "um" é muito maduro, cheio de experiência. O outro, cheio de teorias e disposição pra prová-las. O um que hesita e o outro que diz que quer agir sem pensar tanto. O um em tons de cinza e o outro, colorido. O outro do sorriso que fala, e o um do olhar que grita tentando calar. Aquele do "sorriso rasgado, oferecido, constante" e o que t(r)eme quando é hora de chorar.
Hoje sabemos quem são os dois e os nomes deles. Sabemos até diferenciar a obra de cada um deles. Eu descobri que um dos maiores privilégios da minha vida foi poder assistir a co-existência deles. Quando eles dão as mãos e agem juntos, ou analisam juntos, ou desistem juntos. Você é ótimo quando vive consigo, quando pensa consigo. Quando escolhe por si. Mas se o um e o outro não forem suficientes, você sempre terá a mim ;)

Janeiro de 2010


"Se tudo o mais perecesse e enquanto ele perdurasse, eu ainda continuaria a existir; e se tudo o mais restasse e ele fosse aniquilado , o universo se tornaria muito mais estranho."
Emily Brontè, o morro dos ventos uivantes.

O sol que aquece as manhãs mais frias, que leva embora as madrugadas mais escuras. Quando você está não há trevas... Só a luz que emana de você.

Abril de 2010

Minhas palavras, sua voz. Sua voz é o som do meu pensamento. Sua voz é meu eco; é meu grito e meu silêncio. No seu peito, o meu coração, o seu sentimento. Nos meus braços, seus braços, nosso abraço. Suas pernas, meus passos. Nosso caminho. Na sua noite, meus sonhos, os nossos no meu sono. Na minha frente, seu futuro e o meu, que mesmo à parte, são um só.
Na sua boca, meu sorriso, sua felicidade e nossas gargalhadas em uma boca torta. E nos meus olhos tortos, suas lágrimas. As que você não chora. E sempre pra depois o nosso agora. Mas nunca amanhã nosso pra sempre. Esse é sempre eterno. E terno.
O tempo não nos transfigura porque nós construímos nosso tempo. É definitivo, mas não ainda. Nâo é agora e nem depois. É sempre e sempre foi.
Um menino-homem com uma moeda no pescoço e seu reflexo numa praça. Naquele tempo não precisava espelho, e você se via sem se reconhecer. E eu te via sem me reconhecer. E hoje sei que eu sou muito mais quando sou você.

te amo, reflexo
*aproveitei pra corrigir o erro de digitação ^^

Junho de 2010

sua vida é especial pra mim, eu amo o dia em que você nasceu. Amo seu primeiro choro, seu primeiro riso, seu primeiro dente. Amo sua vida, suas escolhas. Amo seu mundo... O que lhe foi imposto e o que você construiu a partir do primeiro. Amo o dia 29 de junho de 1988. E todos os dias seguintes a esse, porque de alguma maneira, você precisou deles para que, no carnaval de 2005, entrasse na MINHA vida. Pela porta dos fundos, mas entrou. E eu vou amar cada dia da minha vida muito mais quando você estiver presente nela. Hoje você é nada menos que meu sol, ou meu ar. Sei que "se tudo o mais perecesse e enquanto ele perdurasse, eu ainda continuaria a existir; e se tudo o mais restasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria muito mais estranho" Uma vez que você foi criado, não há como mudar o efeito que você causa na minha vida. Agradeço, por tudo o que você é e representa. Você me afeta, me modifica.
Eu amo você, sua vida, suas escolhas e seu mundo. Pra sempre. Feliz aniversário!

1 de julho de 2010

Ao mais que mestre, com mais que carinho

O cara mais inteligente que eu conheço

Me perguntaram quem é o cara mais inteligente que eu conheço. Eu pensei em vários nomes, ex-professores, colegas, amigos... Mas não percebi a obviedade da resposta. Era só eu andar até a sala da minha casa e ele estaria ali.
Não em um quadro, um porta-retratos.
Não, não precisava nem andar até a sala da minha casa. Era só eu me tocar, me olhar no espelho. Ele estaria ali também.
Não em uma tatuagem ou uma cicatriz.
Nem havia necessidade de me mover. Só pensar. Em tudo o que eu faço, ele também está.
É o homem que me influencia desde o amanhecer até o fim do dia, da noite, da vida.
O primeiro livro que eu li foi ele que me deu. E quando dar não foi o bastante, ele me incentivou. Quando o incentivo não foi o bastante ele me obrigou.
O time que eu torço, ele me contagiou.
Ele está em mim, na parte lisa do meu cabelo, no olho caído de pálpebras gordinhas... Nas minhas paixões. Sidney Sheldon (ele me deu o livro e disse: Você ainda não tem idade pra ler. Eu li 3 vezes seguidas. Amei), na música country norte-americana, na música erudita, na Agatha Christie, no Vasco da Gama, na paixão pela História, pela Física. Nos filmes que assisto, nos livros que gosto de ler. No amor, na tara, na necessidade de aprender.
E o que ele sabe, o que ele tem, ele me dá.
E o que ele sabe? Um pouco de tudo, um pouco de nada. Muito sobre algumas coisas.
Ele sabe das engrenagens, das fórmulas, do esqueleto, da base das construções. Ele sabe o por que, o como, o quando. E quando não sabe, descobre.
E quando descobre, o mais bonito: Ele ensina.
E não é só o cara mais inteligente que eu conheço. Ele tem o maior coração, também.
Ele é honesto, é puro, inocente, quase infantil de tão "do bem".
Inteligente, Intelectual, Crânio, Nerd?
Não, ele simplesmente é mais.
Ele é mais que amigo, mais que professor, mais que mestre.
Esse cara é meu Pai.




Essa carta, é claro, eu mandei!

O último dos Moicanos




Porque a imagem vale mais que mil palavras. Ou não.
Depende da imagem e das palavras em questão.



14 de junho de 2010

O livro ou a sabedoria?



Eu não gosto do espetáculo, gosto da platéia. Gosto do addagio, do allegro, do primeiro, segundo ato. O grand finalle... Ele só emociona se a história for legal. Eu gosto do enredo, não do final.
Gosto do amor mais que de ser amada. Da paixão muito mais que estar apaixonada. Gosto da corrida, da maratona. Prefiro a partida à chegada. Não é o destino que eu amo, é a jornada.
Sabão acabando, novela acabando, final de filme, viagem no final... É chato, previsível e banal.
Gosto da reação, não da ação. Eu sou do impacto, da explosão.
Gosto do fogo, não do fósforo, não das cinzas, não do gás. O charme não é da coisa, é do que ela faz.
Não gosto do filme, do ator ou da atriz. Eu gosto do personagem que sofre, do personagem que luta, do que é feliz.
Minha vida não é feita das palavras, é feita dos sentidos, os significados.
Não é a escola, é o aprendizado.
É o presente, o aniversário, não o embrulho. Não é a música, é seu som, seu barulho.
Eu gosto da festa, não do ingresso, não do "pré", não do after, nem da ressaca.
Eu gosto do corte, não da faca.
É o medo, não o monstro que me assusta.
Eu não gosto do encontro. Eu gosto é da busca!

10 de junho de 2010

Unlabeled

"Um banco quente de madeira escura.
A noite ao redor pra envolver.
Paixão, sonhos, estrelas.
O futuro, eu e você.

Um banco largo de madeira quente.
Calor, histórias, nós dois.
A grama verde, pra rolar na frente.
Espaço pro agora, sem o depois.

Um banco frio de madeira velha.
Os mesmos sonhos, as mesmas histórias. E nada.
Arrependimentos, dor, palavras erradas.
Espaço pra um e suas lágrimas.

Conheci um historiador Chamado Banco de Praça
que em várias praças morou.
Disse ele: "Não muda o banco ou a praça.
Muda quem nele se sentou."

28 de março de 2010

a real e perfeita simetria.

A gente tem mania de viver tentando encontrar em alguém a perfeita simetria, como na música do Engenheiros Do Hawaii... Essa é a simetria utópica. Eu descobri que não necessariamente simétrico, mas o que há de mais completo, o verdadeiro átomo, a realidade indivisível que há em mim, sou eu.

Agora, nada pode nos dividir. Com você, encontro motivo pra tudo, e sempre mais. Somos a perfeita simetria. Duas metades, várias partes... Iguais!


Porque eu sei o que é ser inteiro. E ser metade de uma metade, esperando outra metade preencher o meu próprio vazio é estupidez. Eu sou metade de um casal, não metade de uma pessoa.
Um sorriso não pode ser o conteúdo do pedaço de mim que eu mesma esvaziei. Há muito mais espaço em mim. Pra mais que um sorriso, que dez mil sorrisos. Em mim há espaço para eu mesma e eu sei que sou muito mais.
Porque uma metade de mim deve ser igual no conteúdo, pra formar uma figura sensata. Não se pode pegar duas peças de quebra-cabeças diferentes, uni-las e esperar que elas formem uma figura coerente. Pode ficar bonito, mas sem fazer sentido não é completo.
A beleza está nas formas e conteúdos, no modo como as peças se encaixam e formam uma figura mais bonita quando estão juntas. Não quero mais peças que se encaixem formando figuras absurdas. A peça que se encaixa em mim sou eu.
"I'm a puzzle, yes, in deed!", mas um Quebra cabeças com todas as suas peças. Completo. E não posso esperar que ninguém mais me monte.
Eu vou me montar, me completar, me emoldurar. Viver o desenho inteiro que está em cada peça minha pra poder ser um "todo com todas as partes".
E quando, finalmente, meu "eu" estiver completo eu penso novamente em ser "nós" com alguém.


Texto feito com partes de mim, peças do meu quebra-cabeça, palavras que me formam, as aspas do meu ser.
Perfeita Simetria (EngHaw), Soneto de Mona Lisa, Todo (Filipe Cassiano) , claro Pronomes (Lígia Araújo) e conversas não registradas com Patrícia Lima

19 de março de 2010

Deputado Brasileiro incluído na lista da Interpol

Eu nunca faço isso, é verdade, mas minha revolta foi tão grande que eu tive que postar esse absurdo. E agora, em ano de eleição, crio o marcador TERCEIRO MUNDO no meu blog. Pra introduzir a notícia do UOL Notícias, trechos da Música BRASA, do nosso Poeta, Gabriel Pensador e uma pequena adaptação, mudando a palavra saudade pela palavra inveja.

"Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor. Mas o amor é cego. Devo admitir, devo e não nego, que aos poucos fui caindo na real, vendo como o Brasa tava em brasa, tava mal.Vendo a minha terra assim em guerra, o meu país... não dá, não dá pra ser feliz. E bate uma revolta, e bate uma deprê. E bate a frustração, e bate o coração pra não morrer.Mas bate assim cabreiro. Bate no escuro, sem esperança no futuro, bate o desespero. Bate inseguro, no terceiro mundo, se for, com INVEJA do primeiro.

(...)

Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas de programa dos programas da TV. Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral, do sorriso mentiroso na campanha eleitoral."

Paulo Maluf e seu filho são incluídos em lista de procurados da Interpol
Do UOL Notícias Em São Paulo

Site cita Maluf como procurado por fraude e roubo
"O ex-prefeito, ex-governador e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) é citado pela Interpol – agência internacional de polícia presente em 181 países – em sua lista de procurados. Tanto Maluf quanto seu filho, o empresário Flávio Maluf, aparecem no site da instituição integrando a “difusão vermelha”, nível máximo de alerta da Interpol, sendo procurados por fraude e roubo. Em março de 2007, a Justiça de Nova York emitiu pedido de prisão de Maluf e de seu filho sob a acusação de envio de recursos desviados da prefeitura de São Paulo a bancos dos Estados Unidos. O ex-governador diz ser inocente.
Em nota, a defesa de Maluf afirma que a inclusão do deputado no alerta da Interpol é uma "ilegalidade" cometida pela promotoria estadual de Nova York, e classifica a ação como uma "verdadeira afronta à soberania do Brasil e do Congresso Brasileiro". Segundo o advogado Mauricio Leite, contratado pelo parlamentar, a medida seria o mesmo que um promotor de Justiça de um Estado brasileiro enviar à Interpol o nome de um parlamentar norte-americano, proibindo-o de viajar sob risco de ser preso.
Leite afirma que um advogado dos Estados Unidos entrou com um recurso em fevereiro, buscando anular a ação. Segundo o
site Última Instância, Maluf e seu filho não correm riscos de prisão se permanecerem no Brasil, pois a Constituição Federal impede a extradição de brasileiros natos a outro país."

http://noticias.uol.com.br/politica/2010/03/19/paulo-maluf-e-seu-filho-sao-incluidos-em-lista-de-procurados-da-interpol.jhtm

É um absurdo, eu sei, "mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa, casa do meu coração. Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa e a minha casa só precisa de uma boa arrumação.Muita água e sabão.Ensaboa, meu irmão.Não se suja não.Indignação.Manifestação.Mais informação. Conscientização. Comunicação. Com toda razão. Participação. No voto e na pressão. Reivindicação. Reformulação.Água e sabão na nossa nação.Água e sabão, tá na nossa mão.Tô morrendo de paixão, tô morrendo de paixão..."

18 de março de 2010

Brainstorming Overture


Overture, Addagio, Allegro e Presto com fuoco podem ser partes de uma peça musical. Seja uma ópera, um ballet ou um concerto clássico. Overture, ou abertura, posteriormente acabou por tornar-se denominação de músicas completas, como em Nabucco Overture. Nabucco era toooda uma peça, e a abertura dessa peça, virou uma só música. Uma linda música.

Em Braistorming Overture, introduzo o conceito do termo Brainstorming. No bom português, Tempestade Cerebral, é uma técnica desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo (ou de um grupo) com um objetivo pré-determinado.
Brainstorming nada mais é que uma discussão geralmente positiva onde você e seus companheiros de grupo "vomitam" idéias sobre um determinado assunto. Por mais insignificante que a idéia lhe pareça, ela deve ser considerada.

Eu, e meus eus, eventualmente temos tempestades cerebrais. É tudo dentro de mim. Existem os eus mais calmos, outros exaltados, que querem a qualquer custo ser ouvidos. No início de cada brainstorming eu penso que é tudo sobre diferentes idéias, mas quando eu consigo administrá-la, percebo que não. É tudo sobre uma coisa só. Mas haja concentração pra administrar!

Segundo a wikipedia******, há 3 principais partes no brainstorming:
Encontrar os fatos,
Gerar a idéia,
Encontrar a solução.

E é esse o problema de uma brainstorming solitária. Às vezes, a solução surge em minha mente antes mesmo dos fatos, idéias e até mesmo do problema. E pra uma solução surgem vários caminhos. Minha cabeça até dói. É muito pensamento pra uma só mente. Muita gente dentro de uma só pessoa. É quando o Tudo realmente vira uma coisa só.

Ontem eu tive uma brainstorming muito produtiva. Produziu um concerto, com addagio, allegro e Presto com fuoco, pra finalizar.
Overture era só pra explicar O que é Brainstorming e de onde veio.
Se tá no blog, era óbvio que veio de mim.


Abaixo, link para outras postagens que foram produtos de brainstormings e os agradecimentos.






Em Overture, agradecimento A MIM e ao silêncio que EU me proporcionei. ;)



16 de março de 2010

O pior da dor

Não é só a dor que dói. São meus motivos, seus motivos motivados por nada.
A avareza, mesquinharia com que a riqueza do que eu sentia foi tratada.
São os encontros perdidos, trocados por nada, por lama em vez de água.
Foi dar tudo e esperar nada, e em vez de nada receber o pior.
Ser a pária, ser escória. E ver o lixo ser valorizado, dito melhor.
Para eles, o ouro, a prata. Para mim o resto de que?
Nem um pouco de você.
Nem um sorriso sincero. Nem um olhar. O não querer ver, o não poder tocar.
E mesmo assim não esquecer, não querer partir, não querer deixar.
Com todo o nada, preferir voltar.
O que doeu na verdade foi sentir, me entregar
Uma vez, a primeira
E saber que não foi a última, que se ela quiser eu vou voltar. O pior da dor não foi perder.
O pior da dor foi amar.


16 de março de 2010

5 de março de 2010

Retrospectiva dos 19.




Eu fiz tudo quanto havia pra ser feito por qualquer garota de 19 anos. E mais.
Eu conquistei tudo o que havia pra ser conquistado por poucas garotas de 19 anos. E mais.
Eu provei do início ao fim da adolescência aso 19 anos.
Eu mantive tudo o que me foi caro aos 19 anos. E paguei caro pelo que me foi caro.
Não ganhei presentes que outras pessoas de 19 anos ganharam. Conquistei, mereci, suei por tudo aquilo que vem de mão beijada pra muitas. E peguei o que era meu. Aos 19 anos.
Eu fui uma mulher de 20, aos 19. Às vezes, uma criança de 25. Outras vezes, uma mulher de 10.
Eu li livros, ouvi músicas e assisti filmes próprios para pessoas de 19 anos. E 20, e mais.
Eu gravei os 19 no passado, durante o presente dos 19.
19 foi aprendizado. E mais. Foi experiência.
Eu quis viver. E quis morrer
E eu vivi; e morri. Aos 19.
Eu fui eu mesma não fui ninguém
Fiz dieta pra emagrecer e engordei. Fiz esforço pra engordar e emagreci.
Fiz esforço pra ganhar e perdi.
Aos 19 me afastei. Mas voltei.
E fui sem querer ir; fui sem querer ser.
Fiquei querendo partir, mas parti convicta. Aos 19.
Convicção? Sim, aos 19.
E conheci palavras (sim, conversei com elas). E elas me disseram muito sobre si, sobre mim e sobre os 19.
Eu fui comum e extraordinária aos 19.
Aprendi aos 19. Aprendi a aprender e a desaprender o que só prende.
Eu corri aos 19. Mas parei de correr.
E descobri que aos 19 não se pára. Que 19 é transição.
E transitei.
Não dos 18 pros 20. Transitei de uma dezena a outra. Dez anos em um. Aos 19.
Ao transitar, cheguei aos 20. Pronta pra eles.
Pronta pra vinte vezes dezenove.
Pra novas convicções, mais experiência, mais transição.
Porque vinte não é 19 mais um.
Vinte é vinte
Mais dezenove.


9 de janeiro de 2010

Me faz feliz, me faz sentir, me faz viver.

Felicidade é ser amiga das palavras, que me entendem, me ouvem e falam por mim, enquanto eu falo através delas. E quando nem elas conseguem traduzir, ficam presas ao meu lado, como i(r)mãs, me ajudando, se não a entender, a pelo menos suportar o peso do que não quer sair. Felicidade não é a ausência da tristeza, nem o oposto dela. É ver também na dor um motivo pra sorrir.


Tristeza é saber que, às vezes, nem as palavras são suficientemente claras pra fazer as pessoas entenderem as atitudes, e nem uma combinação das duas é suficiente pra que entendam os sentimentos.


Sentimento é um misto de todas as coisas. Das palavras, das traduções, das compreensões, dos pesos e seus respectivos antônimos. Algo de significado tão amplo que, como eu disse, às vezes nem a riqueza das palavras consegue expressar.


Riqueza é saber identificar o que cada uma dessas três palavras acima significam pra você."

8 de janeiro de 2009


7 de janeiro de 2010

Fragmento de adeus

"... E digo adeus calada, como quem ouve uma sinfonia de silêncios e de luz
Adeus ao que um dia pensamos ser... Ao que poderíamos ser... Ao que deveríamos ter sido.
Mas nunca direi adeus ao que realmente fomos. Isso está gravado em mim.. Não é só seu nome em minha pele. É a sua vida, sua existência gravada em meu ser."

Só um trecho de algo que está dentro de mim.